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Diretor: Damien Leone
Roteiro: Damien Leone
Elenco: Jenna Kanell, Samantha Scaffidi, David Howard Thornton, Catherine Corcoran, Pooya Mohseni, Matt McAllister, Katie Maguire, Gino Cafarelli...
Gênero: Terror
Ano: 2016
PaÃs: Estados Unidos
Duração: 85 min
Eis então que agora Art, O Palho, recebe seu primeiro filme solo. Um filme inteiramente dedicado a este personagem que tanto chamou atenção em sua primeira aparição em um longa-metragem em “All Hallows’ Eve” (antes disso aparecia em curtas-metragens apenas). Foi por achar que os anos 2010 careciam de um novo palhaço assassino como um Ãcone do horror que o diretor Damien Leone o criou. Para fugir no convencional e do clichê, tentou se desvencilhar o máximo possÃvel do que já tinha sito feito até então e, num cenário onde Pennywise é o maior expoente, o que ele fez foi distanciar o máximo possÃvel deste personagem, e quem ja assistiu aos filmes com Art sabe que o objetivo foi atingido com sucesso. Hoje, o personagem é conhecido no meio do terror e já está se tornando um Ãcone.
Com um orçamento ainda apertado, o roteiro conta a história de duas amigas, Tara (Jenna Kanell) e Dawn (Catherine Corcoran), que numa noite de Halloween, já indo embora para casa, têm o azar de se depararem com o palhaço, que passa a importunar as duas, mas principalmente Tara. A partir disso elas passam o inferno na mão do psicopata, e Dawn ainda mais do que qualquer outro; é ela que protagoniza a cena mais sádica e violenta do filme (fazendo lembrar Ed Gein e o que fez com uma de suas vÃtimas em Plainfield), em um banho de sangue de fazer arrepiar.
Com uma história mais consistente (mas nem tanto assim, diga-se de passagem, uma vez que não há muito aqui que não pessoas tentando fugir do assassino e sendo mortas por ele) que o filme anterior (citado na introdução), o diretor consegue usar de sua imaginação para dar fins cruéis à s suas personagens; fins extremamente cruéis nas mãos de um dos palhaços mais sádicos do cinema que se delicia ao torturar e matar suas vÃtimas.
Uma das caracterÃsticas marcantes do personagem é o fato de ele não dizer uma palavra. Ele mata, persegue e se delicia com isso e não emite um som sequer, o que ajuda a conferir mais malignidade ao personagem, que age quase como se fosse uma caricatura de um desenho animado. Anteriormente interpretado por Mike Giannelli, que deu vida ao palhaço nos dois curtas anteriores (“The 9th Circle” e “Terrifier”, de 2008 e 2011 respectivamente) e ao filme de 2013, Art, de aqui em diante, é interpretado por David Howard Thornton, que acaba entregando muito eficientemente uma atuação digna da malignidade inerente a esse personagem. E a história, embora bastante simples, acaba se destacando mais pelas mortes do que qualquer outra coisa, e é a partir disso que o diretor consegue destaque; toda a maquiagem utilizada nas mortes são realistas e muito bem realizadas: são pessoas que são cerradas ao meio e decapitadas, e são todas mortes mostradas on-screen, ou seja, consegue-se ver tudo, sangue jorrando, intestinos caindo do corpo, ossos se quebrando e mais. Os fãs de gore vão adorar, e o fato de ser um filme curto, com apenas uma hora e vinte e cinco contribui. Histórias que não tem muito a contar se beneficiam de uma curta duração. O diretor, portanto, foi esperto nessa.
Com alguns pontos fracos, percebe-se uma evolução aqui. No entanto, há mais que melhorar, e é então que entra o segundo filme (texto para outro momento) que, apesar de bem mais longo do que este, consegue consertar certos problemas e direcionar a história rumo a uma melhoria. O diretor parece saber aonde chegar com esse seu personagem e a trajetória traçada parece ser boa. Vale ressaltar que o clima caseiro ainda se mantém. Tão caseiro que, por exemplo, a cena onde uma ambulância passa por Dawn não foi combinada. Quer dizer, a ambulância passar por ela naquele momento não foi combinado, aquela foi uma ambulância real indo atender alguma ocorrência real, o que deixa claro que, por ser um filme independente de baixÃssimo orçamento, muitas coisas não estão no controle do diretor, e, neste caso, não atrapalha, muito pelo contrário, é um fato que confere certo charme (não sei se esta é a melhor palavra pra descrever) ao filme e principalmente a essa cena especÃfica. E que fique claro, pela violência extrema e pelo tom caseiro e independente, com certeza “Terrifier” não é filme para todos os gostos.
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